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    Ecocardiograma fetal: melhor exame para detectar doenças do coração ainda no útero.

    Nós já falamos aqui no site, em outro texto, sobre a importância dos exames de imagem durante o pré-natal. E agora, neste texto que você está lendo, nós vamos nos aprofundar num desses exames, que é o ecocardiograma fetal.

    O ecofetal é o melhor exame para detectar cardiopatias congênitas, enquanto o bebê ainda está no útero da mãe. O problema é que esse exame não faz parte do protocolo padrão do pré-natal aqui no Brasil, e só costuma ser solicitado quando existe algum fator de risco que aumente a possibilidade de cardiopatia congênita.

    Conforme dados do Ministério da Saúde, no Brasil cerca de 29 mil crianças são afetadas pelas cardiopatias congênitas, e infelizmente, aproximadamente 6% delas morrem antes de completar um ano de vida.

    Por isso o ecocardiograma no feto é tão importante. E apesar de o exame não fazer parte do protocolo padrão do Ministério da Saúde, aqui na HC Imagem, você pode agendar o seu exame, com os melhores profissionais e equipamentos da região.

    E a ecografia fetal ainda é capaz de detectar outras patologias que podem acometer o feto. Durante a leitura, você vai saber mais sobre essas patologias, além de entender o que é o ecocardiograma fetal, para que o exame serve, com quantas semanas de gestação é necessário realizar o exame e mais.

    como é feito eco fetal

    O que é o ecocardiograma fetal?

    O Ecocardiograma no feto também é um exame de imagem, mas com um diferencial muito importante. O seu objetivo é avaliar não só a anatomia cardiovascular do feto, ainda no útero da mãe, como também a funcionalidade do órgão e o ritmo cardíaco.

    E a estrutura cardiovascular nada mais é do que o coração do feto, e todas as veias, artérias e musculaturas que fazem parte desse sistema. Sendo assim, a ecografia fetal é capaz de detectar possíveis alterações anatômicas e funcionais no coração do bebê.

    Esse exame ainda ajuda a mãe a planejar melhor o parto, pois verifica se o coração está se desenvolvendo adequadamente para a idade gestacional. Bebês diagnosticados com alguma cardiopatia ainda no útero materno, necessitam de cuidados especiais logo após o nascimento.

    Para que serve a ecografia fetal?

    O ecofetal serve para detectar qualquer tipo de doença no coração do feto, antes mesmo do nascimento. E apesar de não estar dentro do procedimento padrão de pré-natal estabelecido pelo Ministério da Saúde, é fortemente recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

    A arritmia é uma doença detectada pelo eco fetal e pode ser tratada ainda no útero. Outros exames pré-natais são complementares a esse, como o ultrassom morfológico, que avalia a saúde geral do bebê. Mas, o ecocardiograma fetal é o melhor e mais específico para detectar doenças relacionadas ao coração, e por isso é indispensável para a saúde do feto e da mãe.

    Além disso, ao detectar alguma doença, o ecofetal permite que os pais e a equipe médica possam se preparar adequadamente para o momento do nascimento. E isso inclui, escolher um hospital que disponha de todos os equipamentos necessários para atender a criança e a mãe logo após o parto. Além de dar tempo aos pais para se preparar emocionalmente para receber esse bebê.

    Qual é o profissional habilitado para realizar o exame?

    O ecocardiograma no feto deve ser feito por um Especialista em Cardiologia Pediátrica. Aqui na HC Imagem, o Dr. Luan Lima é o responsável pela realização desse exame.

     

    Qual a idade gestacional para realizar o ecocardiograma fetal?

    A ecocardiografia fetal pode ser feita a partir de 18 semanas de gestação.

    Porém, o mais indicado é que o exame seja feito a partir da 18ª até a 28ª semana de gravidez. Isso porque, é nesse período que temos o tamanho cardíaco e imagem ecocardiográfica mais adequados, o que facilita a realização do exame, e o diagnóstico de uma possível cardiopatia.

    É claro que existem as gestações de risco. E quando algo assim acontece, o médico que acompanha a gestante pode solicitar que o exame seja feito antes.

    O que pode ser considerado uma gravidez de risco

    Gravidez de risco é quando existe qualquer doença que possa afetar tanto a saúde da mãe quanto do bebê.

    E de acordo com o Ministério da Saúde, vários fatores podem classificar uma gestação como sendo de risco: histórico reprodutivo da mãe, doenças obstétricas que se manifestam na gestação, características individuais da mãe, condições sociodemográficas desfavoráveis, entre outras.

    O que pode ser considerado como fator de risco para cardiopatia congênita

    Fatores de risco para cardiopatias congenitas:

    Fatores maternos

    • Diabetes melito materno pré-gestacional;
    • Diabetes melito materno diagnosticado no primeiro trimestre;
    • Fenilcetonúria;
    • Doenças auto-imunes como o lúpus (Anti-Ro/Anti-La+);
    • Exposição à teratogênicos (IECA, ácido retinóico, anti-inflamatórios não hormonais no terceiro trimestre);
    • Infecções maternas (rubéola);
    • Reprodução assistida;
    • Uso de paroxetina;
    • Infecção materna com suspeita de miocardite fetal.

    Fatores que envolvem o bebê

    • Alterações cardíacas no USG morfológico;
    • Análise cardíaca incompleta no USG morfológico;
    • Ritmo cardíaco fetal irregular, bradicardia ou taquicardia;
    • Suspeita de anomalia extracardíaca pelo ultrassom obstétrico/morfológico;
    • Hidropisia fetal ou derrames;
    • Cariótipo anormal;
    • Translucência nucal aumentada > 95% (≥ 3 mm);
    • Cariótipo fetal anormal;
    • Gestação por reprodução assistida;
    • Gestação gemelar monocoriônica;
    • Familiares;
    • Parente de 1º grau com cardiopatia congênita;
    • Síndromes genéticas com herança autossômica (ex: Esclerose tuberosa, Síndrome de Noonan, DiGeorge). 

    Por isso é muito importante que a mãe tenha um acompanhamento médico rigoroso. É o especialista que acompanha a gestante, que está apto para sinalizar se é necessário ou não que a ecocardiografia no feto seja feita com antecedência, ou que precise ser feita mais de uma vez.

    O ecocardiograma fetal apresenta riscos para a saúde da mãe ou do feto?

    Por se tratar de um exame de imagem, ou seja, uma ultrassonografia, o eco fetal não apresenta nenhum risco à saúde da mãe ou do bebê.

    Isso acontece porque a ultrassonografia não expõe o paciente a nenhum tipo de radiação, como acontece com o raio-x ou a tomografia, por exemplo.

    Além disso, o ecocardiograma fetal é completamente indolor e não invasivo (quando não há necessidade de realizar algum corte ou incisão).

    Porém, existe apenas uma limitação para que o exame seja feito: a idade gestacional. Como já comentamos ao longo desse texto, antes de 18 semanas e depois da 28ª semana, o ecocardiograma no feto não é recomendado, devido a dificuldade de “enxergar” o sistema cardiovascular do bebê.

    É claro, existem as exceções, como a gravidez de risco e outras doenças que podem exigir que o exame seja feito antes.

    É necessário algum preparo para fazer o exame?

    Existem muitos exames de imagem que necessitam de algum tipo de preparo por parte do paciente, mas não é o caso do ecocardiograma fetal. A realização desse exame é completamente segura e rápida. E não precisa de nenhum tipo de preparo com antecedência.

    Como a ecocardiografia fetal é feita?

    Em primeiro lugar, lembre-se do que já comentamos em outro tópico desse texto: esse exame é realizado por um especialista em ecocardiografia, de preferência um cardiologista pediátrico.

    O procedimento para a realização da ecografia fetal é o mesmo de qualquer outro exame de ultrassom. A gestante se deita de barriga para cima na maca e o profissional que realizará o exame aplica um gel na barriga da mãe.

    Em seguida, o especialista utiliza um aparelho chamado transdutor para “enxergar” dentro do útero da paciente. Esse aparelho, que é conectado na máquina de ultrassom, emite ondas sonoras de alta frequência (que não são prejudiciais à saúde do feto ou da mãe).

    E são essas ondas sonoras que formam as imagens no monitor da máquina. Durante o exame, o especialista em cardiologia pediátrica analisa essas imagens e tira medidas, para verificar se o coração do feto e todo o seu sistema cardiovascular está em estágio de desenvolvimento adequado para a idade gestacional.

    Em quanto tempo o resultado do exame fica pronto?

    Aqui na HC Imagem, a paciente sai da clínica com o resultado em mãos. Logo após o término do exame, o médico analisa profundamente todas as imagens e redige o laudo do exame.

    Esse laudo já aponta possíveis anomalias, ou não. E a gestante deve mostrar ao seu médico na próxima consulta de pré-natal.

    Quais doenças o ecocardiograma fetal pode detectar?

    Anos de pesquisa mostram que as anomalias detectadas pela eco fetal, são geralmente as mais graves. E por isso necessitam de tratamento intra uterino, ou logo após o nascimento.

    Algumas dessas cardiopatias são:

    • Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE): síndrome em que a maioria das estruturas que envolvem o lado esquerdo do coração são pouco desenvolvidas. Essa condição causa insuficiência cardíaca, um quadro clínico em que o coração bombeia uma quantidade de sangue menor do que a normal. O tratamento começa ainda no útero da mãe, e a criança precisará de atendimentos especiais logo no nascimento.

     

    • Tetralogia de Fallot: é quando existem problemas na saída do fluxo do coração para os pulmões. Essa cardiopatia também necessita de tratamento logo após o nascimento. 

     

    • Transposição dos grandes vasos: Nesta condição as grandes artérias (aorta e tronco pulmonar) saem do coração em posições invertidas. Isto faz com que sangue pobre em oxigênio seja bombeado para o corpo. Necessita de correção cirúrgica nos primeiros dias de vida. 

    A ecocardiografia fetal detecta todas as doenças cardiovasculares?

    O ecocardiograma fetal é capaz de detectar 95% das doenças cardiovasculares, principalmente as mais graves. Algumas anomalias só podem ser detectadas depois do nascimento.

    ecografia fetal com doppler

    O ecocardiograma fetal com doppler é melhor?

    Na ecocardiografia fetal com doppler, além das imagens, o médico também consegue ouvir o coração do bebê.

    Mas porque isso é tão importante? As imagens geradas pelo exame, que no doppler são coloridas, mostram todo o funcionamento do sistema cardiovascular, e podem indicar alguma anomalia. Mas, os batimentos cardíacos também podem ser indicativos de alguma cardiopatia.

    Todos os exames são realizados com doppler aqui na HC Imagem.

    Conclusão: o ecocardiograma fetal é capaz de detectar 95% das cardiopatias congênitas

    Todos os exames de pré-natal são extremamente importantes para a saúde tanto da mãe quanto do bebê. Mas, como vimos ao longo deste texto, o ecocardiograma fetal é o melhor para detectar cardiopatias congênitas.

    Por isso, mesmo não estando no protocolo padrão do Ministério da Saúde, é altamente recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, uma vez que muitas vidas podem ser salvas com o diagnóstico precoce proporcionado pelo eco fetal.

    A realização desse exame pode ser o fator decisivo para que a mãe e o bebê recebam um tratamento adequado, na gestação e também no pós-parto. Permitindo que a equipe médica e os familiares do recém nascido se preparem para receber esta criança que precisará de cuidados intensivos. 

    Para a realização do seu exame de ecocardiograma fetal, conte com a estrutura e profissionais da HC Imagem. Temos 3 clínicas em Brusque, e uma clínica em São João Batista. Entre em contato por Whatsapp hoje mesmo e agende o seu exame.

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